9 de novembro de 2009

Uma porcaria de universidade. Duas vezes.


Pois é.
Hoje o mundo comemora os vinte anos da queda do muro de Berlim (àqueles que fugiram do colégio, cliquem aqui).

Mas o assunto do momento (do dia, mais especificamente) é o "Caso UNIBAN". Afinal, o que é "UNIBAN"? É uma porcaria de universidade. Palavras do MEC. Na pesquisa do MEC, a UNIBAN atingiu uma classificação em 2008 entre 155 e 160 num ranking de 500 universidades. Perceberam? E numa outra pesquisa do MEC, com outro método, dentre as 173 universidades pesquisadas, a UNIBAN ficou em 172º lugar (pesquisa aqui). Perceberam?
É uma porcaria de universidade.
Duas vezes!

Mas o que aconteceu semana passada na UNIBAN foi mais do que uma classificação medíocre em pesquisas do MEC. O que aconteceu foi a confirmação das pesquisas: a universidade é uma porcaria. Vejam só vocês: uma moça vai à aula com um vestido curto. Não nua, não semi-nua (seminua?! seminnua?!). Foi vestida, mas com as penas de fora. Como Marry Quant!

Uns dizem que ela "provocou", "se exibiu", "ergueu a saia".
Outros dizem que ela foi "xingada", "hostilizada", "ameaçada".

Porém, o que pode ser constatado nos vídeos feitos pelos demen..., digo, estudante$ da UNIBAN é uma sequência de ofensas de baixo calão (existe alguma de alto calão?) e ameaças de abuso sexual. Nada como "fofinha", "pernuda", "fiu fiu". Não, nada disso! Foram coisas como "vou te estuprar", "vagabunda", "piranha". Só finezas.

Como disse o Cortella, importante não é o fato em si, mas as decorrências do fato. E a decorrência foi a expulsão da aluna pela UNIBAN, que aproveitou e explicou que o que o que os aluno$ fizeram foi "uma reação coletiva de defesa do ambiente escolar". Repetindo: "uma reação coletiva de defesa do ambiente escolar".

Agora que você já se levantou e se recobrou do susto, continue. Estar estudando numa universidade porcaria, duas vezes porcaria, não é importante para os aluno$. Exigir melhores condições de ensino não é importante para os aluno$ da universidade duas vezes porcaria. Estar numa universidade PP (pagou-passou) não é vergonha. Tudo isso é aceitável para seus aluno$.

Mas uma mini-saia! Ah! Isso é o fim do mundo para os discente$, docente$ e indecentes da UNIBAN - a universidade duas vezes porcaria. Culpa da Marry Quant!

O caso UNIBAN chocou três vezes, exponencialmente:
1 - a aluna à lá Marry Quant;
2 - os troglo..., digo, aluno$ da UNIBAN (a universidade duas vezes porcaria), hostilizando a aluna Marry Quant;
3 - a UNIBAN - a universidade duas vezes porcaria, expulsando Marry Quant com o argumento de que os aluno$ apenas defenderam o ambiente escolar.

Se uma universidade (tudo bem que a UNIBAN não é uma, mas digamos que fosse) trata assim um fato desse, o que mais se pode esperar dela? Que seja eleita mais uma vez uma porcaria é o mínimo.

O problema é que uma universidade é feita também por aluno$. E se a UNIBAN é duas vezes porcaria, mérito dos seus ignor..., digo, aluno$.

Aluno$ podem usar drogas dentro da instituição. Podem até comercializar drogas dentro da instituição.

Tudo bem. Importante mesmo é jogar pedra da Marry Quant.

Pense nisso.

14 de maio de 2009

Ponte Abajur, a evolução da Ponte Podre.

Ontem (13/05/2009), a Ponte Hercílio Luz completou 83 anos de vida.
Uma ponte de aço sobre o mar. Três anos e meio de esforço numa época na qual as condições eram muito, mas muito ruins. Três anos e meio para construir uma ponte de aço sobre o mar. São 820 metros de extensão, sendo a maior parte sobre o mar. E a ponte aguentou 56 anos de tráfego, até que em 1982 ela foi fechada por motivo de segurança. 1982. Uma ponte de aço sobre o mar fechada por motivo de segurança. Uma ponte que há 27 anos só serve para:
- oxidar;
- consumir milhares de reais por mês para ser mantida fechada;
- olhar;
- tirar foto.

Pense um pouco e responda: qual a função de uma ponte?
Ótimo, você entendeu a primeira coisa.
Agora pense mais um pouco e responda: a ponte Hercílio Luz cumpre sua função?
Ótimo, você entendeu a segunda coisa.

Agora leia uma parte do que “Mosquito” (isso mesmo, me desculpem) escreveu em seu site (http://tijoladasdomosquito.com.br/ponte-hercilio-luz-83-anos-de-vida-admiracao-e-descaso):
“Há mais de 20 anos a ponte está fechada. Ela hoje é o monumento a incúria administrativa e ode à corrupção em Santa Catarina. Da ponte já saiu caixa dois para campanhas políticas. Também sai dela contratos de manutenção, que irrigam as contas bancárias de empresários financiadores de campanhas políticas em Santa Catarina.
Hercílio Luz foi construída em quatro anos por trabalhadores sem qualificação. Descalços e com chapéu de palha, manipulavam equipamentos pneumáticos movidos a vapor e marretas para colocar rebites em sua estrutura.

Há 30 anos, pinta-se e tira-se ferrugem da ponte e ela não volta a funcionar.”

No site do Instituto Histórico e Geográfico de Santa Catarina (http://www.ihgsc.org.br) não encontrei uma informação básica: o custo mensal da manutenção da ponte oxidada (doravante, “podre”). E é no próprio site que pode ser lida a seguinte pérola: “A restauração iniciou nos meados da década de 60 e está sendo realizada até hoje com alguns intervalos de paralização.”. Desde 2006, dos R$ 120.000.000,00 previstos para colocar a ponte podre para servir de ponte finalmente, R$ 30.000.000,00 já teriam sido investidos. Exatamente onde, é um mistério.

Mas ontem a ponte podre recebeu nova iluminação. A mais nova função da ponte podre: abajur (ou poste. Mas abajur fica mais bonitinho!). A ponte podre recebeu 160 lâmpadas especiais de 400 W cada (faça uma conta simples: conte quantas lâmpadas você tem em casa e lembre de como sua conta de luz é alta [sem contar os aparelhos eletrônicos], imagine quanto custa ao ambiente e aos cofres públicos manter 64.000 W acesso a noite toda para iluminar uma ponte podre interditada há 27 anos!). Ou seja, não é mais uma ponte, é um abajur de 83 anos. Será que o pessoal não sabe que energia elétrica, água e sal não combinam muito bem?

Como o objetivo desse blogue é provocar o leitor a pensar, vamos noutra direção.

Quem dirige em Florianópolis, sabe do que falarei.
INFERNO TOTAL!

Quem depende de atravessar as pontes Colombo Sales e Pedro Ivo nos horários críticos (início da manhã e final da tarde) e acessar a Via Expressa (início da BR-282) e as cabeceiras das pontes sofre o que poderia ser denominado de “estupro de tráfego inevitável”. Não há o que fazer. Tem de relaxar e aguentar o tranco. Quando você demora quase uma hora para atravessar uma extensão que, em outros horários, não leva 5 minutos, algo está errado.

Infelizmente, a classe política de Santa Catarina é provinciana. Ela age como provincianos enraizados numa província. Há anos o problema de acesso à ilha por meio das pontes Colombo Sales e Pedro Ivo é diário! Há anos os acessos às pontes são insuficientes! Há anos a população sofre com esse comportamento provinciano da classe política manezinha!

E para piorar a situação: com o acesso ao crédito facilitado, o aumento da quantidade de carros em Florianópolis e região é alarmante. E como o trânsito é infernal, a quantidade de motos pequenas (do tipo Biz e CG) é mais absurda ainda, a ponto de o motorista de automóvel sempre ter de andar nas beiradas da pista para deixar livre o corredor central para o motoqueiro se matar, digo, circular. Nisso, muita gente se acidenta, se fere e se mata. Sim, se mata. Porque eles sabem que é risco, mas mesmo assim assumem esse risco.

E como o objetivo desse blogue é provocar o leitor a pensar, vamos agora em direção ao final.

Por que o governo (ou alguém com coragem) não derruba o abajur, digo, a ponte podre, digo, a Ponte Hercílio Luz, e constrói uma ponte de verdade, que traga benefícios reais à população? Por que o governo (e a população) se ilude em manter um amontoado de aço oxidado e cheio de lâmpada em pé, enquanto quem sofre é a população (e turistas!)? Por que essa classe política provinciana não deixa esse provincialismo e avança no tempo? E por que a população de Florianópolis aceita isso tão passivamente?

Pense nisso.

11 de maio de 2009

Use, burro.

Agora a moda é fazer passeata para legalizar a maconha.
O texto abaixo foi escrito há 8 anos e, infelizmente, parece que os maconheiros não conseguiram lê-la. Talvez pela fumaça, que dificultou a visualização do texto.
Por isso, reproduzo abaixo o texto.

A MACONHA É NOSSA
Ib Teixeira

Vai de vento em popa no Brasil a campanha pela descriminação das drogas. Na TV, certa jovem, bela de corpo e pobre de espírito, chega a lamentar a falta de um baseadinho. Personalidades ilustres acreditam que a liberação fará o milagre de acabar com a extrema violência. Deputados no passado visceralmente estatizantes agora invocam a lógica do mercado para engrossar a corrente descriminalizante. O raciocínio é simples. A oferta da droga no livre mercado faria com que as quadrilhas de traficantes entrassem em saudável recesso.

É certo que a experiência não é uma enfermidade contagiosa. A campanha liberacionista das drogas, muito antes de chegar às nossas fronteiras, avançou Europa adentro e desembarcou nos Países Baixos. O grito ''é proibido proibir'' dos estudantes franceses parece ter inspirado a chamada Lei do Ópio holandesa. Formalizada em 1976, o ''modelo'' está completando 25 anos. Entre seus objetivos iniciais se incluíam: 1) a redução da criminalidade; 2) a prevenção da dependência química; e 3) a segurança da sociedade.

Um quarto de século após a adoção da legislação permissiva seus resultados podem ser analisados de forma cabal. Organismos internacionais já se debruçaram sobre esse virtual laboratório para as políticas públicas relacionadas com as drogas. A primeira resposta pode ser encontrada num simples anuário das Nações Unidas. Ao contrário do que inicialmente foi almejado, uma das conseqüências mais terríveis da liberalização da maconha na Holanda foi o crescimento exponencial da criminalidade.

De fato, o país se encontra atualmente em primeiríssimo lugar entre as nações mais desenvolvidas quando se considera o número de homicídios dolosos. Nesse sentido, as últimas cifras oferecidas pelo Relatório do Desenvolvimento Humano mostram que a taxa holandesa subiu além dos 15 assassinatos por 100 mil habitantes. Vamos repetir: 15 por 100 mil! Tão espantoso indicador contrasta dramaticamente com 1 homicídio no Japão; 1,6 na Espanha; 1,9 no Canadá; 2,1 na Noruega; 3,1 na Bélgica; 3,6 na Austrália; 4,7 na França; 4,9 na Dinamarca; e, 4,9 na Itália.

O altíssimo nível da brutalidade mais extrema a que chegou a Holanda após a descriminação da maconha também pode ser avaliado pelo fato do país estar superando até mesmo a taxa de homicídios de países considerados muito violentos, como os Estados Unidos, com seus 10 assassinatos por 100 mil habitantes. Aliás, em matéria matança humana, os holandeses estão imensamente mais distantes de seus vizinhos belgas e bem mais próximos do remoto Brasil.

Apesar de tal realidade, não falta quem imagine um suposto êxito da legislação holandesa. Mas, para decepção dos adeptos do laissez-faire, outro informe das Nações Unidas exibe alguns resultados desses 25 anos de vigência da Lei do Ópio. Para o documento da ONU, a experiência realizada nos Países Baixos fracassou. Segundo o informe, nenhum dos objetivos pretendidos foi alcançado. E o que é ainda mais deplorável: a Holanda herdou de sua lenidade uma seqüência de problemas de difícil solução. Como, por exemplo, o fato de que atualmente cerca de 15% da população de 12 ou mais anos estejam escravizados ao vício. Não apenas da droga permitida, a maconha, mas de outros entorpecentes ainda mais pesados. Qual o significado desse percentual? Nada menos do que 600 mil holandeses viciados, principalmente jovens. O que representaria para o Brasil semelhante percentual? Uns 24 milhões de vítimas das substâncias entorpecentes.

A ONU, ao examinar a experiência da Holanda, também revelou que cresceram a violência e o número de distúrbios, principalmente nas proximidades dos coffee-shops que distribuem a droga. A Lei do Ópio também permitiu que a Holanda atraísse a seu território toda sorte de indivíduos desclassificados. Terroristas, traficantes, e principalmente o chamado narcoturismo dominam as cidades. Constantemente, do estrangeiro, chegam legiões de viciados para desfrutar da liberalidade holandesa.

A pesquisa mostra que a Holanda se transformou igualmente em campo estrategicamente importante para o tráfico internacional. Drogas leves e pesadas entram e saem de Roterdã, do Aeroporto de Schipol e do Centro da cidade. Isso é claramente visível para quem chega de trem à ilha artificial que abriga a Estação Central, onde transitam viciados implorando por dinheiro ou traficantes oferecendo cocaína.

Para enfrentar essa difícil conjuntura, os holandeses estão gastando verbas apreciáveis, tanto com a oferta da droga metadona para estimular o abandono do vício como no tratamento dos casos mais graves de viciados, muitos deles estrangeiros. E o que é pior, sem resultados, pois muitos voltam a se drogar.

Ante a pressão da opinião pública e da Comunidade Européia a legislação permissiva foi alterada para se reduzir drasticamente a quantidade de drogas vendidas livremente nos coffee-shops e bares. As 30 gramas de maconha anteriormente permitidas, foram reduzidas a cinco. Mas o mercado livre da droga tem uma dinâmica própria, como diz um informe da ONU: ''Os coffee-shops não têm sido suficientemente controlados. Não cumprem a lei. Vendem drogas duras ou uma quantidade demasiada de drogas leves. E ainda exportam drogas aos países vizinhos.''

Realmente, os que criaram a lei permissiva imaginando o paraíso de um país liberto das drogas vivem agora o inferno da violência. Aos brasileiros de boa vontade, que ainda sonham com a legalização, restaria a advertência: lembrai-vos da Holanda!

Ib Teixeira é pesquisador de problemas sociais e trabalhou durante 10 anos nas Nações Unidas. Jornal do Brasil, 25 de novembro de 2001

Pense nisso.

3 de abril de 2009

Çim, nóis pode!


"O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta quinta-feira, em entrevista coletiva concedida ao lado do premiê britânico Gordon Brown, que a crise financeira internacional foi causada e fomentada por "gente branca, loira, de olhos azuis", numa referência a especuladores estrangeiros, de países do primeiro mundo." (site da revista Veja).

Isso não espanta. É esperado que uma pessoa com pouca instrução formal e nenhuma vontade de sair dessa situação fale esse tipo de "coisa".

O que impressiona é que ninguém processou o cidadão Lula por ter feito um comentário absolutamente preconceituoso. Se fosse contra os negros, o mundo teria "caído de pau".

Que lugar é esse onde uns são mais iguais do que os outros e, só porque uma pessoa está, acidentalmente, numa posição social de destaque, nada acontece com ela?

Pense nisso.

30 de janeiro de 2009

Antitetânica



Há um novo modismo no outrora chamado “antigomobilismo”.

São várias subdenominações, e cada “estilo” clama uma característica que o diferencia de outro estilo. Para não entrar em detalhes e nem me perder nos conceitos de cada estilo (coisa que nem mesmo seus membros conseguem definir com facilidade ou sem entrar um pouco no estilo “do outro”), chamarei globalmente o movimento de “carro podre”.

“Carro podre” é aquele carro que anda. Que “até anda”. Mas que tem uma aparência "diferente", primando pelos amassados, oxidados, quebrados e demais depreciações da estética de um carro normal.

É a nova moda: ter um “carro podre”.
Talvez pela fácil manutenção (ou nenhuma!) ou pela fácil aquisição (alguns podem ser comprados em ferros-velhos, não?!), a moda está aí, desfilando ferrugem para seus orgulhosos donos.
Falem o que for, mas se uma enquete for feita, apenas votarão a favor os donos dos “carros podres”.
Isso sem falar nas leis e nas normas de segurança, e esse estilo pode colocar em risco não só os motoristas dos “carros podres”, mas aqueles que estão circulando ao seu redor. Se você visualizar um circulando nas ruas, não tenha pena e pode guardar as moedas: o carro é assim mesmo porque o dono quer.

O pior é que alguns raros modelos estão sendo "apodrecidos" na marra para fazer parte do modismo. A história automobolística está perdendo algums belos exemplares, muitos passíveis de restauração completa...

Minha sugestão: veja se sua antitetânica está em dia. Pode ser que um desses encontre você no caminho. Precaução e canja de galinha não fazem mal a ninguém!

Pense nisso.

19 de novembro de 2008

Dia da Inconsciência Humana


Amanhã, 20/11 (dia da morte de Zumbi dos Palmares, há 313 anos), será comemorado o “Dia da Consciência Negra”, dia dedicado à reflexão sobre a inserção do negro na sociedade brasileira.
Por que estou citando isso? Tenho algo contra os negros?
Não. Absolutamente nada.

Tenho contra a incoerência que nos cerca a cerca de vários temas, e como essa semana o assunto é esse, então resolvi pensar um pouco sobre ele. Não sobre o “Dia da Consciência Negra”. Resolvi pensar sobre o “Dia da Inconsciência Humana” aproveitando a comemoração da vez.

Há alguns dias o complexo sistema eleitoral americano elegeu o 44º presidente dos Estados Unidos, Barack Obama. Um susto para alguns, a trajetória natural para outros. Independente disso (eu particularmente torci para que ele fosse eleito), por que a celeuma durante a campanha? Porque ele é negro. Tudo normal se fosse uma eleição africana, onde a população negra é estatísticamente maior. Mas nos E.U.A. isso seria impensável até semanas ou meses atrás. Apesar de se auto promover como país da liberdade, muitos são os obstáculos para várias “minorias” por lá (como em todo lugar), e algumas maiorias são ainda mais estranhas do que as minorias. O diretor nacional da Ku Klux Klan (KKK - aquele bando de malucos vestidos com lençol e chapéu cônico que defende a supremacia branca, uma minoria que representa uma parte da maioria), Thomas Robb, falou que Obama é “metade negro”. Nas palavras dele (Thomas) “Obama se tornou o primeiro presidente mulato dos Estados Unidos. Eu sei que vocês estão ouvindo que ele é o primeiro presidente negro, mas isso não é verdade. Ele não cresceu num ambiente negro, ele cresceu com sua mãe americana branca, porque seu pai queniano negro fez o que é muito comum entre os homens negros: os abandonou”. Estranho isso, não?

Voltando: “Dia da Insconsciência Humana”. Será que realmente somos tolerantes? Ou a favor disso ou daquilo? Será que estamos no caminho certo das coisas? Será que nosso comportamento é lógico?

No Google se você digitar, sem aspas, os termos “orgulho negro” e “orgulho branco”, terá (hoje) como resultado o seguinte:

aproximadamente 2.280.000 para orgulho negro
aproximadamente 1.670.000 para orgulho branco

Por que o orgulho negro é quase a metade a mais disponível do que o orgulho branco? Minha opinião: preconceito. Preconceito em relação ao “politicamente correto”. Em relação à “minoria”. Preconceito contra si mesmo. E daí para fora! Vestir uma camiseta como a mostrada no início do texto é “legal”, “cool”, “in” e todas as demais palavras de cunho positivo que você conseguir relacionar. É vestida não só por negros, mas por brancos, amarelos, vermelhos, até mesmo os coloridos. Mas tente sair às ruas com uma camiseta com a estampa “100% BRANCO” e depois me conte.

É disso que estou falando. Escrevendo, desculpe.
Procure um portal lícito sobre a “raça” branca na internet. Não há. Procure uma revista sobre a “raça” branca nas bancas: não há. Mas sobre a “raça” negra há. Abaixo, dois exemplos:
http://www.mundonegro.com.br
http://racabrasil.uol.com.br

“Ah! Então você está propondo a intolerância em relação aos negros?”
Pensamento estúpido esse. O que proponho é pensar sobre nossa incoerência de conceitos e pre(-)conceitos. Por que uns podem e outros não? Não somos uma sociedade igualitária? Democrática?
Che Guevara é considerado um herói para várias pessoas (um dia falaremos sobre isso por aqui). Sabe-se hoje que era apenas um terrorista medíocre. E era “branco”.
Zumbi dos Palmares é considerado um herói para várias pessoas. Sabe-se hoje que era apenas um déspota e que mantinha escravos para si próprio dentro do quilombo. E era “negro”.
Dois “heróis” farinha do mesmo saco. Duas lendas intocáveis... uma pena. Esconde-se a História por conta das minorias ou de “raças”.

O próprio conceito de “raça humana” não existe, cientificamente falando (escrevendo...). Raça é sinônimo de subespécies - caracterizada pela comprovada existência de linhagens distintas dentro das espécies. Para a delimitação de subespécies ou raças a diferenciação genética é uma condição essencial. Na espécie humana a variabilidade genética representa 3 a 5% da variabilidade total, ou seja, quase uma total ausência de diferenciação genética. A partir desse referencial teórico, inexistem raças humanas. No “Código Internacional de Nomenclatura Zoológica” (4ª edição, 2000) não existe nenhuma norma para considerar categorias sistemáticas abaixo da subespécie. Resumindo: não há uma raça humana ou tipos de raça humana. Algo além disso é burrice, estupidez ou qualquer outro termo pejorativo que você puder encontrar ou criar. (Para uma leitura inicial, sugiro o bom artigo da Wikipédia: Raça Humana - http://pt.wikipedia.org/wiki/Ra%C3%A7as_humanas)

A partir do conceito burro de raças todo o restante me parece tão burro quanto. E pior, tendencioso.

Se você pensa que esse blogueiro é racista, saiba que o mesmo raciocínio se aplica ao nazismo: ideologia sobre a superioridade ariana (brancos) tão burra quanto a idéia vigente sobre o racismo para com os negros. Por que? Porque está baseada no mesmo princípio burro de que há raças diferentes de homens - racismo.

Retirado de um desses sites de conceitos, o racismo é “a tendência do pensamento, ou do modo de pensar em que se dá grande importância à noção da existência de raças humanas distintas e superiores umas às outras”. “Onde existe a convicção de que alguns indivíduos e sua relação entre características físicas hereditárias, e determinados traços de caráter e inteligência ou manifestações culturais, são superiores a outros.” A crença da existência de raças superiores e inferiores foi utilizada muitas vezes para justificar a escravidão, o domínio de determinados povos por outros, e os genocídios que ocorreram durante toda a história da humanidade, desde os egípcios dos tempos faraônicos.

Daí caimos nas cotas. As tão comentadas e estudadas cotas no Brasil. Cotas para quase tudo (agora estão querendo criar cotas para meia-entrada para os cinemas...). Para Yvonne Maggie (antropóloga da UFRJ), a reserva de vagas para negros nas universidades ou em qualquer outra instituição é uma “medida errônea e perigosa porque parte do princípio da crença em raças”, coisa que, como lemos acima, não existe.

Ela analisa mais: “As cotas para negros carregam em si o veneno em lugar de solução porque para diminuir o racismo, elas constituem, fundam, a idéia de raça, dividindo os estudantes por força de lei em negros e brancos para assegurar direitos”.

Ela comenta que a divisão por cotas contribui para a segregação, pois legalmente a sociedade brasileira passa a ser dividida em negros e brancos. Mas a Constituição Federal determina que todos são iguais perante a lei. E agora, José?

Sempre que um governo se meteu a definir uma raça ou categorizar em raças a população, acabou a decisão acarretando só desgraças – vide a ideologia nazista e sua “pureza ariana”, ou o maluco governante iugoslavo que fez miséria em seu país.

Em outro lugar eu li que o coordenador do Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros da UNB, Nelson Inocêncio, acha que os movimentos e pessoas que são contrários à política de cotas estão alienados, pois é tendência geral e para o progresso da sociedade.

Bem, eu particularmente nunca vi progresso na segregação, que é o que o sistema de cotas faz. Inocente Inocêncio...

Pense nisso.

7 de novembro de 2008

Mar de "grayscale"

Grayscale é o nome em inglês para algo como "escala de cinza". Nada mais é do que os tons de cinza que vão do branco ao preto (explicações detalhadas você pode encontrar nesse texto: http://en.wikipedia.org/wiki/Greyscale).

O fato é o seguinte: nosso trânsito é um mar de grayscale. Monótonos tons de cinza invadem as nossas ruas, e tudo que você consegue ver são carros pretos, pratas e brancos... um tédio. Uma pesquisa feita no final de 2007 pela maior fabricante de tintas automotivas revelou que nada menos que 62% dos carros vendidos estão dentro do grayscale: prata - 31,5%, preto - 18%, branco - 12,5%.

Quando você for à faculdade, ao shopping, ao estádio ou ao supermercado, olhe com atenção para os carros no estacionamento e veja o mar de grayscale que nos cerca.

Bons tempos aqueles nos quais o trânsito era mais alegre.

Pense nisso.

6 de novembro de 2008

E você se livrou dos discos de vinil...

Quem 2 />Quem diria, você, que não deu a mínima para seus velhos discos de vinil (Long Play - LP), agora descobre que a qualidade sonora do vinil é melhor do que a de qualquer CD, MP3 ou qualquer outra coisa que inventem que envolva compressão de áudio. Eu tenho os meus ainda!

Sim, é verdade: o som daquele LP que você jogou no lixo, ou vendeu por centavos em um "sebo", é superior ao som das mídias atuais. Por quê? Bem, o assunto é extenso. Leia os artigos abaixo e perceba a mancada que você deu:

http://pt.wikipedia.org/wiki/Lp
http://lazer.hsw.uol.com.br/qualidade-de-gravacao-do-vinil.htm
http://members.fortunecity.com/museunostalgiahp/tecnologia00.html

Nada vai tirar o charme de um LP (me recuso a chamar de "bolachão", primeiro porque não é comestível, segundo porque é uma ofensa. O CD o que seria, um "club social"?), com a arte da capa e contra-capa, além da possibilidade de o próprio LP ser uma obra de arte, como os dois exemplos abaixo: podia-se imprimir qualquer coisa no próprio vinil, ou fazê-lo em cores:



Pense nisso.

4 de novembro de 2008

Adminstradores de Rede


Você já passou por essa degradável situação de, ao querer melhorar seu micro, se deparar com essa jC se deparar com essa janelinha aí em cima?

Se sim, seja muito bem-vindo ao mundo dos famigerados Administradores de Rede. Em uma empresa que funciona com centenas de micros, nada mais justo do que a área de TI manter controle sobre o que circula na rede. Mas quando você tenta atualizar seu micro a partir do próprio site da Microsoft, baixa os pacotes e fica feliz que terá mais recursos ou segurança, aparece a janelinha: você não pode! tira o dedo daí!

Apesar de a legislação reconhecer o PC como ferramenta de trabalho fornecida pela empresa, e que essa tem total controle sobre a máquina, algumas coisas poderiam ser ponderadas. Por exemplo: não se consegue fazer atualizações do Acrobate Reader. Pode? Nem do FireFox. Pode?

As regulamentações da área de TI e dos Administradores de Redes poderiam ser mais coerentes.

Pense nisso.

Madison - um selo pirata?


Você gosta de Elvis Presley e acha que o selo Follow That Dream é a única saída para material inédito de boa qualidade? Pois bem, não é.

O selo Madison vem se destacando pelos exelentes CDs lançados, com qualidade superior ao esperado por um selo "pirata". Neste site você encontra um apanhado dos CDs lançados por eles: http://home.online.no/~ov-egela/madison.html

Pense nisso.

30 de outubro de 2008

Papai Noel dos Correios

Você conhece essa ação social dos Correios? Se não conhece ainda, a partir de 17/11 vá até os Correios e diga � os Correios e diga que você quer adotar uma cartinha para o Papai Noel. Eles explicarão como você deverá proceder. Pare de reclamar das coisas e faça alguma coisa por alguém. O site dos Correios é: http://www.correios.com.br

Pense nisso.

29 de outubro de 2008

Plan59.com

O site Plan59.com apresenta um vasto acervo de imagens em boa qualidade de propagandas americanas antigas (ilustrações) e algumas fotos também. Vale a pena uma visita: http://www.plan59.com
Em alguns momentos de nossa louca vida atual, dá vontade de voltar um pouco no tempo e imaginar alguns minutos dentro daquele "romantismo"...

Pense nisso.

28 de outubro de 2008

Por que um blog?

Olá.
Por que um blog?
Sei lá. Deu vontade de fazer um para ver como é.
E ver no que dá essa coisa de blog.
Aliás, deveria haver um termo em português para "blog".
Há?

Pense nisso.